Uma mulher apontada como responsável por obrigar a enteada a ingerir soda cáustica deixou a prisão e passou a cumprir prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica em 12 de agosto. A mudança na forma de cumprimento da medida foi autorizada pela Justiça a pedido da defesa.
Segundo o advogado Valber Fontinele, que representa a suspeita, a cliente se apresentou à polícia acompanhada por ele em 14 de julho e nega ter cometido o crime. A defesa também informou que a mulher está grávida de quatro meses e tem um filho em amamentação.
O caso teve início no começo de julho, quando a criança foi internada em 3 de julho após suspeita de ingestão de soda cáustica numa residência do bairro Apolônio Sales, em Rio Branco. A Polícia Civil abriu investigação sobre a denúncia de que a madrasta teria obrigado a menina a ingerir a substância, que é corrosiva e pode causar queimaduras graves.
A suspeita chegou a ser presa preventivamente; o pai da criança, apontado em apurações, segue foragido. O processo corre sob segredo de Justiça.
As autoridades indiciaram a mulher por tentativa de homicídio e maus-tratos. O pai foi indiciado por maus-tratos e abandono de incapaz.
A menina completou 12 anos no hospital em 7 de agosto e recebeu alta do Hospital da Criança de Rio Branco no dia 9. Após a saída, ela passou a receber cuidados na casa da pastora Regiane Maciel, onde continua em recuperação e sob medicação.
A mãe da criança obteve a guarda e informou que levará a filha para o interior do Amazonas, onde mora — a família é de Boca do Acre (AM). Em relatos, a mãe afirmou que sofreu violência doméstica durante a relação com o pai e que, por esse motivo, ficou mais de oito anos sem conviver com a filha; ela diz ter tido contato direto com a menina apenas até os 3 anos de idade. A mãe chegou a Rio Branco no dia 7 de agosto para prestar depoimento e acompanhar a recuperação.
Por meio de redes sociais, a pastora que acolhe a menina solicitou apoio financeiro para a compra de parte da medicação necessária e para custear as passagens que permitirão a viagem da criança com a mãe ao Amazonas.
Contexto jurídico e de saúde: ingestão de substâncias cáusticas exige avaliação médica especializada e pode provocar lesões nas vias aéreas e digestivas; por isso, investigações desse tipo costumam envolver exames e laudos para determinar as circunstâncias do ocorrido e as sequelas potenciais.
Notícia atualizada em 15/08/2026 às 20h09.
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via G1