Na manhã desta sexta‑feira, 14 de agosto de 2026, a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Sem Refino e cumpriu 16 mandados de busca e apreensão no estado do Rio de Janeiro. Entre os locais vistoriados está um endereço em Petrópolis que, segundo as investigações, tem ligação com o ex‑governador Cláudio Castro.
Segundo a corporação, a apuração avança sobre indícios de gestão fraudulenta e temerária, lavagem de capitais, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado e crimes contra a ordem econômica vinculados à comercialização de combustíveis. A investigação também busca esclarecer suspeitas de que licenças ambientais para uma refinaria tenham sido concedidas sem observância das diretrizes técnicas dos órgãos competentes.
Alvos e procedimentos
Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito de decisões relacionadas à ADPF 635/RJ (a chamada “ADPF das Favelas”) e foram cumpridos por agentes da Polícia Federal em endereços diversos do estado. Entre os investigados citados publicamente estão o ex‑vereador e ex‑secretário estadual de Ambiente e Sustentabilidade Bernardo Rossi.
- Data da operação: 14 de agosto de 2026.
- Número de mandados cumpridos: 16 (busca e apreensão).
- Local de destaque: Petrópolis (Região Serrana do RJ), endereço vinculado a Cláudio Castro.
- Autoridade que expediu os mandados: Supremo Tribunal Federal (STF).
Contexto legal
A ação integra determinações do STF relacionadas à ADPF 635/RJ, que entre outras medidas orientou a investigação de organizações criminosas atuantes no estado e suas eventuais conexões com agentes públicos. Mandados de busca e apreensão têm por finalidade coletar elementos probatórios — como documentos e equipamentos eletrônicos — para aprofundar a apuração.
Posições de investigados e defesas
A defesa do ex‑governador Cláudio Castro emitiu nota negando participação em irregularidades ligadas à Refit e afirmou que o imóvel alvo de buscas em Petrópolis não tem relação com Castro há meses. Os advogados informaram que, atualmente, não há imóvel vinculado ao ex‑governador na região e que todos os atos praticados durante a sua gestão teriam observado critérios técnicos, jurídicos e administrativos previstos na legislação.
A nota da defesa também destaca que, durante a gestão, a Procuradoria‑Geral do Estado moveu ações contra a empresa envolvida e que a administração conseguiu receber da Refinaria de Manguinhos pagamentos próximos de R$ 1 bilhão em dívidas com o Estado do Rio de Janeiro. Os advogados afirmaram ainda que aguardam ter acesso integral aos autos e às peças que embasaram a operação para se manifestar com mais detalhes.
Bernardo Rossi, por sua vez, também negou qualquer irregularidade. Em declaração à imprensa, ele disse que as decisões à frente da secretaria seguiram orientações técnicas e jurídicas e que confia na Justiça enquanto aguarda o acesso aos elementos da investigação. Rossi repudiou, ainda, a tentativa de associar seu nome a práticas ilícitas em período eleitoral.
Situação atual
Até o momento não foram divulgadas informações oficiais sobre prisões decorrentes desta fase da operação. A Polícia Federal informou que a ação visa aprofundar a investigação e reunir provas que subsidiem possíveis medidas futuras.
As apurações continuam em curso e novas informações podem ser divulgadas pelas autoridades responsáveis à medida que os procedimentos avançarem.
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via G1