Operação Ouroboros mira grupo em Porto Velho suspeito de lavar até R$ 30 milhões desviados
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Operação Ouroboros mira grupo em Porto Velho suspeito de lavar até R$ 30 milhões desviados

Força integrada cumpriu mandados para prender oito investigados e realizou 18 buscas; veículos de luxo e embarcações foram apreendidos

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Uma investigação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Rondônia (Ficco/RO) levou, na sexta-feira, 14 de agosto de 2026, à deflagração da Operação Ouroboros contra um grupo sediado em Porto Velho suspeito de lavar valores milionários desviados de instituições financeiras.

As ações incluíram bloqueios patrimoniais de até R$ 30 milhões e o cumprimento de oito mandados de prisão e 18 de busca e apreensão domiciliar. Entre os bens apreendidos estão veículos de luxo — como um Camaro — e embarcações, além de outros ativos vinculados aos investigados.

A Polícia Federal informou que, até a manhã seguinte ao início da operação, seis pessoas haviam sido presas e duas eram procuradas como foragidas. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados pelas autoridades enquanto as investigações seguem em curso.

Segundo a investigação, os desvios ocorreram ao longo de 2025 e 2026. Em um dos episódios apurados, houve o desvio de R$ 30 milhões por meio de transações via Pix — o sistema de pagamentos instantâneos usado no Brasil.

As apurações apontam que o grupo atuava como intermediário na lavagem dos valores: contratava terceiros para ceder contas bancárias, fracionava e distribuía os recursos entre essas contas e, em seguida, convertia parte dos valores em criptomoedas para fazer o dinheiro retornar ao mercado com aparência de origem lícita.

  • Operação: Ouroboros, conduzida pela Ficco/RO.
  • Mandados: 8 de prisão e 18 de busca e apreensão.
  • Bloqueios: até R$ 30 milhões.
  • Presos: 6 detidos inicialmente; 2 foragidos.
  • Período dos desvios investigados: 2025–2026.

Especialistas em combate à lavagem de dinheiro costumam apontar que a conversão de recursos para criptomoedas e o uso de contas de terceiros são práticas que dificultam o rastreamento dos fluxos financeiros. As autoridades responsáveis pela operação afirmaram que as medidas visam desarticular a estrutura usada para ocultar a origem dos valores e recuperar ativos vinculados ao crime.

A investigação permanece em andamento, e a Polícia Federal e a Ficco/RO devem divulgar novos desdobramentos conforme forem concluídas diligências e análises periciais.

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via G1

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