Estudante de direito é presa em São Paulo por suspeita de golpe na venda de celulares; polícia diz que ela dava orientações jurídicas nas redes
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Estudante de direito é presa em São Paulo por suspeita de golpe na venda de celulares; polícia diz que ela dava orientações jurídicas nas redes

Micaelli Araújo, de 22 anos, e o companheiro de 25 foram detidos em 14/08/2026; investigados criavam perfis que imitavam loja e não entregavam aparelhos após pagamento

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Uma estudante de direito identificada como Micaelli Araújo, de 22 anos, e o companheiro dela, de 25, foram presos na sexta-feira, 14 de agosto de 2026, sob suspeita de aplicar golpes na venda de celulares. A Polícia Civil informou que, além das prisões, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.

Os mandados, expedidos pela Justiça do Distrito Federal, foram cumpridos em São Paulo. A Justiça determinou, também, o bloqueio cautelar de até R$ 20 mil em ativos financeiros vinculados aos suspeitos.

Como, segundo a polícia, era o esquema

De acordo com a investigação, o casal criava contas em redes sociais que reproduziam a identidade visual de uma loja real especializada em celulares. Para convencer compradores, os suspeitos enviavam fotos e vídeos dos aparelhos, das caixas e de acessórios — materiais que davam aparência de legitimidade aos anúncios.

  • Após receberem o pagamento, os aparelhos não eram entregues às vítimas.
  • Clientes lesados foram identificados no Distrito Federal e em outras regiões do país, conforme a corporação.

Publicações com conteúdo jurídico

Segundo os investigadores, Micaelli trabalhava em um escritório de advocacia e mantinha presença ativa nas redes sociais. Ela publicava conteúdos sobre direito, com explicações de termos e normas, e, conforme a polícia, dava orientações sobre como proceder diante de bloqueios de contas bancárias ocorridos por suspeita de fraude.

A autoridade responsável pela investigação avalia que o uso de perfis com aparência oficial e a oferta de informações jurídicas nas redes teriam servido para aumentar a credibilidade do esquema junto às vítimas.

Crime investigado

Os suspeitos podem responder pelo crime de estelionato mediante fraude eletrônica. A Polícia Civil informou que as diligências incluíram apreensões e medidas cautelares para resguardar ativos possíveis frutos da atividade ilícita.

As investigações seguem em andamento para apurar a extensão do suposto esquema e identificar eventual participação de outras pessoas.

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via G1

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