Rio Branco registrou a maior inflação entre as capitais brasileiras em julho, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançando 0,32% no mês, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa ficou acima da média nacional, que cresceu 0,07% em julho.
Os principais responsáveis pelo aumento na capital acreana foram as passagens aéreas, com alta de 12,27%, e a energia elétrica residencial, que subiu 2,66% no mês.
De acordo com o Anuário do Transporte Aéreo divulgado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em julho, o Acre aparece entre as localidades do país com tarifas médias mais elevadas. A Anac aponta que, ao sair do estado, o bilhete médio custou cerca de R$ 1.152,66 por trecho.
Moradora de Rio Branco, a servidora pública Samara Crisóstomo relatou dificuldades para planejar viagens devido ao aumento dos preços. Ela disse que, apesar de buscar promoções, os valores têm subido: “Ano passado, conseguiu comprar passagens de ida e volta por cerca de R$ 1,4 mil. Agora, ao pesquisar bilhetes para as férias do ano que vem, a gente não acha por menos de R$ 2 mil”, afirmou. Samara pretende viajar para Fortaleza para participar de um aniversário e reclamou: “Quando a gente pesquisa saindo de outros estados, acha passagem promocional. Só aqui para o Acre que está tudo caro”.
O IBGE também informa que, em junho, o IPCA de Rio Branco havia registrado alta de 0,29%. Com o resultado de julho, o índice acumula:
- 0,32% — variação de julho de 2026;
- 0,29% — variação de junho de 2026;
- 2,98% — acumulado no ano (2026);
- 4,23% — acumulado em 12 meses.
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e acompanha a variação de preços para famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos. A pesquisa inclui, além das dez regiões metropolitanas, capitais como Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.
Em resumo, o desempenho de julho coloca Rio Branco no topo entre as capitais brasileiras em termos de aceleração de preços, com destaque para transportes aéreos e energia residencial como os itens que mais pressionaram o índice no mês.
Dados divulgados em 14/08/2026 pelo IBGE; informações sobre tarifas aéreas referem-se ao anuário da Anac (julho/2026).
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via G1