A Receita Federal informou nesta sexta-feira (14) que liberou a carga de madeira de aproximadamente 260 toneladas que estava apreendida desde 21 de junho para realização de exames destinados a detectar a presença de cocaína. As análises finais, feitas no Instituto Nacional de Criminalística (INC) em Brasília, não identificaram vestígios de entorpecentes.
Como ocorreu a apreensão
A apreensão aconteceu durante a Operação Timber Shield, quando oito caminhões com toras e outros produtos madeireiros foram interceptados na região de fronteira entre Brasil e Bolívia. Quatro veículos foram detidos em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, e outros quatro em Cáceres, no Mato Grosso. A carga tinha como destino final cidades de Mato Grosso do Sul e Paraná, com parte prevista para seguir a Campo Grande.
Investigação e exames
Houve suspeita de que a madeira estivesse impregnada por uma substância utilizada para transportar cocaína em forma líquida. Em função disso, equipes da Polícia Federal coletaram amostras de serragem retiradas das toras e enviaram para diferentes tipos de testes, com participação de peritos de outras localidades. Os últimos laudos foram emitidos pelo INC, que confirmou a ausência de cocaína ou de qualquer outro entorpecente nas amostras analisadas.
Logística e parceria entre órgãos
Enquanto as análises eram realizadas, os caminhões permaneceram armazenados no pátio da Agesa — porto seco e terminal logístico em Corumbá. A operação que resultou na retenção da carga foi conduzida pela Receita Federal em parceria com a Polícia Federal, o Exército Brasileiro e órgãos de inteligência dos Estados Unidos e da Bolívia. A hipótese inicial de contaminação por cocaína chegou a ser contestada posteriormente, inclusive por autoridades bolivianas.
Com a conclusão dos exames e o laudo do INC apontando ausência de drogas, a Receita Federal determinou a liberação dos veículos e da madeira, que poderão seguir para os destinos previstos.
Leia também: Caçapava: Câmara notifica prefeito Yan Lopes sobre comissão processante que apura uso de R$ 2,1 milhões
via G1