A Polícia Civil prendeu, nesta terça-feira (1º), uma mulher que mantinha uma linha de produção clandestina de cosméticos em uma residência no bairro Jardim do Lago, em Campinas (SP). Segundo a corporação, xampus e outros produtos eram preparados, embalados e rotulados dentro da casa e comercializados pela internet.
A investigação, conduzida pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) do Deic, revelou que a produção utilizava substâncias químicas e matérias‑primas de baixo custo. Ferramentas domésticas, como uma batedeira, serviam para misturar as fórmulas, e etapas como envase e rotulagem ocorriam na cozinha e no quintal da residência.
Durante o cumprimento do mandado foram apreendidos diversos itens e insumos, entre eles:
- 160 litros de produtos químicos (ácidos e álcool de cereais);
- 500 frascos já envasados;
- 570 frascos vazios;
- 800 válvulas borrifadoras;
- 1.000 sacos plásticos para envelopar;
- 270 folhas de papel fotográfico adesivo utilizadas para confeccionar rótulos;
- 50 frascos com essências;
- funis e impressoras.
De acordo com a Polícia Civil, a mulher possui antecedente por fabricação irregular de cosméticos. Ela foi autuada por crimes contra a saúde pública e contra as relações de consumo e foi encaminhada à Cadeia Pública de Paulínia, onde deverá participar de audiência de custódia nesta quarta‑feira (2).
Especialistas em vigilância sanitária alertam que produtos cosméticos produzidos fora das normas podem oferecer risco à saúde por contaminação, combinação inadequada de ingredientes ou ausência de controle de qualidade. A comercialização de cosméticos sem registro ou procedência comprovada também dificulta a rastreabilidade e a responsabilização em caso de danos aos consumidores.
A investigação foi conduzida pela equipe da 1ª DIG do Deic, que concentrou as apreensões e formalizou a autuação.